Quem era Hades: O Juiz Silencioso e o Verdadeiro Rei das Riquezas

Se você perguntar para alguém na rua quem era Hades, a maioria dirá que ele é o “vilão” da mitologia grega, o deus malvado que vive nas profundezas. Mas a verdade é que essa visão está completamente errada. Hades não é o equivalente grego ao Diabo; ele é o administrador do mundo dos mortos, um burocrata divino que garante que o equilíbrio do universo seja mantido.

Enquanto Zeus cuida do céu e Poseidon do mar, Hades recebeu a parte mais difícil e solitária do mundo. Mas engana-se quem acha que ele saiu perdendo: seu reino é o único que nunca para de crescer.

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A Origem do Isolamento: O Filho Primogênito

Para ajudar a entender quem era Hades, precisamos entender o contexto da sua família. Ele foi o primeiro filho homem de Cronos e Reia. Assim, dentre os três grandes deuses, ele foi o que passou mais tempo dentro do estômago de seu pai Titã. 

Imagine a formação mental de uma divindade que passou anos na escuridão absoluta, ouvindo apenas as batidas do coração de um monstro e os gritos de seus irmãos.

Essa experiência moldou a personalidade de Hades. Diferente da extravagância de Zeus ou da fúria de Poseidon, Hades tornou-se silencioso, introspectivo e disciplinado. Quando Zeus finalmente libertou seus irmãos, Hades não buscou a glória dos holofotes, mas sim a ordem. Ele entende, melhor do que ninguém, que tudo o que começa precisa ter um fim.

O Elmo das Sombras e a Queda dos Titãs

Durante a Titanomaquia, a guerra contra os Titãs, os Ciclopes forjaram para Hades uma arma que era tão poderosa quanto o raio de Zeus, mas muito mais sutil: o Elmo da Invisibilidade (ou o Elmo de Trevas).

Enquanto Poseidon causava terremotos e Zeus lançava trovões, a atuação de Hades na guerra foi a de um estrategista silencioso. Portanto, com o elmo, ele podia caminhar entre os exércitos inimigos sem ser notado, sabotando os planos dos Titãs por dentro e roubando as armas de seus oponentes. Graças a essa furtividade, além de outros fatores, permitiu que os deuses olímpicos vencessem o caos. No sorteio final pelo domínio do mundo, Hades ficou com o Submundo — um reino que, embora sombrio, é o lugar onde se escondem todos os metais e pedras preciosas da Terra.

Quem era Hades no dia a dia do Olimpo?

Para entender de fato quem era Hades, precisamos olhar para seus títulos e para a forma como ele administrava o seu reino. Diferente de seus irmãos, ele raramente subia ao Monte Olimpo. Ele preferia a companhia de seus súditos silenciosos e a paz de seus jardins subterrâneos. Assim, seus títulos revelam muito sobre sua natureza:

Plutão (O Rico): Como dono do subsolo, todas as minas de ouro, prata e diamantes pertenciam a ele. Ele é, tecnicamente, o deus mais rico de todos, pois tudo o que vem da terra está sob sua jurisdição.

O Hospitaleiro: Pode parecer irônico, mas os gregos o chamavam assim porque ele nunca recusava um convidado. O submundo está sempre de portas abertas. mas o problema, claro, é que uma vez lá dentro, as leis do destino raramente permitem que alguém saia.

O Executor das Leis: Hades é considerado o mais justo dos irmãos. Ele não castiga as pessoas por maldade ou sadismo. Mas garante que cada alma receba exatamente o que merece conforme suas ações.

Hades e Perséfone: O Casal de Ferro do Submundo

Nenhuma análise sobre este deus estaria completa sem mergulhar na relação entre Hades e Perséfone. Este é um dos mitos mais complexos e debatidos da história. A narrativa tradicional conta que Hades se apaixonou pela filha de Deméter e a levou para o seu reino. Embora muitas versões modernas foquem apenas no rapto, na visão mitológica mais profunda, esse evento simboliza a união entre a vida (a primavera de Perséfone) e a morte (o inverno de Hades).

Diferente de Zeus e Poseidon, que tiveram inúmeras amantes e causaram caos no Olimpo com suas traições, o relacionamento entre Hades e Perséfone é marcado por uma fidelidade rara entre os deuses. Perséfone além de uma prisioneira, se tornou também a temida Rainha do Submundo, alguém cujo nome os gregos tinham medo de pronunciar. Hades respeitava sua rainha e dividia o trono com ela de igual para igual. Quando ela estava no submundo, a terra acima esfriava (o inverno); quando ela voltava para sua mãe, a terra florescia (a primavera).

A Geografia do Medo: Os Rios e Cérbero

Para manter a ordem em um reino que recebe milhares de almas todos os dias, Hades estabeleceu uma geografia rigorosa. Existem cinco rios principais que cercam o seu domínio, cada um com uma função emocional e física, como o Estige (o rio do ódio e dos juramentos) e o Lete (o rio do esquecimento).

Para guardar os portões, Hades conta com o auxílio de Cérbero, o cão de três cabeças. A função de Cérbero é frequentemente mal interpretada: ele não está lá para impedir que os vivos entrem, mas sim para garantir que nenhuma alma morta saia. Isso reforça a ideia central de quem era Hades: o guardião do ponto sem retorno. Ele é a representação da finalidade da vida e da inevitabilidade do destino. Não é o inimigo da humanidade, é apenas o lembrete de que o tempo é precioso.

Quem era Hades: Aquele que procurava seguir a Ordem Divina

Um exemplo claro da justiça de Hades aparece no mito de Asclépio, o médico que aprendeu a ressuscitar os mortos. Hades não reclamou porque “queria mais almas”, mas porque Asclépio estava quebrando as leis naturais do universo. Para Hades, a morte é o que dá valor à vida. Assim, se ninguém morresse, o mundo colapsaria. Essa visão mostra um deus que se preocupa menos com o ego e mais com a manutenção da estrutura da existência.

Esse era quem era Hades. Alguém que vive em um palácio magnífico, cercado por jardins de asfódelos e campos elíseos, provando que o submundo não é apenas um lugar de sofrimento, mas um reflexo do que cada pessoa cultivou durante sua jornada na terra.

Conseguimos entender um pouco sobre quem era Hades e um pouco sobre sua história. Caso queira expandir ainda mais o conhecimento sobre o Deus dos submundo, o reino dos mortos, e também o deus das riquezas (metais preciosos) seguem alguns links que podem auxiliar:

https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/historia-hades-o-injusticado-deus-do-submundo.phtml

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